sábado, 21 de novembro de 2009

Subjetividade

Por onde anda você,
que falta faz no meu lar?
quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Arquitetura...

a) da felicidade;
b) da destruição;
c) nenhuma das alternativas acima.


...
sexta-feira, 21 de agosto de 2009

..., I Love You But you're bringing me down

Quando escutei essas primeiras sentenças, sabia que era uma música que já havia escutado antes, e estava certa. Então, pesquisei no Google como: Girl, I Love you But you bringing me down. Não era Girl, mas poderia, assim como poderia ser Boy ou mesmo o seu nome.

Quando soube que era do LCD Soundsystem lembrei de um amigo, Pedro. Há muito não conversamos, mas quando acontece é sempre agradável. Em 2005 ele mandava todo mês um top de cd's que havia gostado. É claro que nunca consegui escutar a todos, mas me recordo que em uma das listas o LCD Soundsystem estava presente.

A primeira vez que essa música "revelou-se" para meus ouvidos foi em Gossip Girl. Hoje, em companhia da Insônia, Dor no estômago&cabeça - de tanto pensar no futuro, que está logo ali, consegue ver, ele parece assustador e/ou assustado, não? -, assisti a segunda temporada de Skins, e para mim última, já que o elenco mudou.


Essa música canta toda a miséria sentimental de uma geração.
Essa música canta toda a miséria sentimental de uma garota.

you're bringing me down
you're freaking me out
you're wasting my time
you're perfect don't please don't change a thing
sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Constatações,

Aquele leito que já foi de prazer, tornou-se de morte.
Na noite mais escura, do dia mais claro, unidos pelo álcool, nos separamos.

Na minha cama você seria meu amante, mas cama não havia.
Para minha cabeça você seria o alivio, mas não se faz isso a acertando com uma marreta.
sexta-feira, 31 de julho de 2009

#1

Há momentos. Ímpar. Um punhado de moedas atiradas na grama da vizinha. Se vai, se vem. Senta Levanta Enfrenta Lamenta Mariana. Na casa invisível, com quartos feitos de ansiolíticos, os momentos, ímpares, se tornam par e lá sem se tocar, em uma comunhão de pensamentos felinos se movem em círculos.
Silêncio, não há, apenas som, que um dia foi cheio de fúria, mas agora lembra uma lesma passeando em algum pomar, cheio de folhas e cores e brisa, vista para o mar.
Voltar a ser ímpar depois de ser par, quase como recolher moedas na casa da vizinha. Tornar-se um grupo que toca tangos em festa junina.
quinta-feira, 30 de julho de 2009

Ode a Juventude

Humbert, meu caro, Eu lhe entende.

Lo-li-ta, sua alma, sua lama.
Minha Lolita não tem nome, minha Lolita pode ter qualquer nome. Sua idade não é fixa, mas vária em um intervalo pequeno, que de tão ínfimo as vezes passa despercebido.

textura da pele,
dentes bem cuidados,
sede de saber,
curiosidade pela vida,

Como pequenos filhotes que acabam de nascer, com seus pêlos macios, brilho no olhar, a inocência de que podem vencer, de que podem triunfar.
Sinto sua vulnerabilidade de longe, a aproximação amigável é só uma tática para o futuro ataque. Mas não é preciso muito, pois mesmo inconscientes sabem os seus lugares, e o meu é lhes subjugar.

Faço-me de cordeiro, para que acredites, no alto da sua pequena idade imaginar que estás a me conquistar, quando a verdade é que Eu o conquisto em tão curto espaço de tempo que não tem como mensurar.



[...]
segunda-feira, 20 de julho de 2009

Infusão para fim de tarde #36

Na verdade já não sei quanto tempo faz. Parei de contá-lo. Parei de contar o tempo. A única coisa que realmente importava no Final era o tempo. Tudo era uma questão de tempo. Enrolar para que ele fosse redondo, coeso. A eterna busca pela coesão, coerência, até que um tempo antes do último tempo descobri que nenhuma das duas coisas existia. Parar de contá-lo foi um tapa na cara do Ego. Esse que se orgulhava de sua perfeição cirúrgica nas incursões relacionais. Que mentira. Um bisturi cego, enferrujado. Um bisturi cego que já nasceu enferrujado. Mas o que está em pauta aqui é o tempo, que não mais é contado. E agora acontece o que? Agora que ele não é mais contado, não há limitações, prisões, o que acontece? Coloco uma mochila nas costas e vou até Buenos Aires, danço Tango, faço Malabares e volto e e e e?...Não, nada disso. O que acontece agora é que o peso do tempo sai de meus ombros e com isso ganho em qualidade e por incrível que pareca em tempo. Nada mais é quantificado, agora é só na qualidade. Qualidade. Quem aqui acha que precisa de mais qualidade nas coisas da vida levanta a mão! Respirar leve, e viver a continuidade dos dias e nada mais de tempo. Para eles séculos, anos, meses, dias, horas, minutos, segundos, para Você a leveza da qualidade enquanto durar e se não durar, quem vai saber, pois aqui não quantificaremos, apenas viveremos.